COMO MUDAR O PAÍS, SE O ELEITOR AINDA VOTA PELA CORRUPÇÃO? - Por Sérgio Pires

Sérgio Pires, jornalista

Lula liderou o maior assalto aos cofres públicos em toda a história do Brasil. É reú em sete processos. Mas Lula lidera também todas as pesquisas como candidato à Presidência, preferido por um percentual que fica perto de 32 por cento dos brasileiros, em todos os cenários que se coloque, sejam quais forem seus adversários. Ora, isso não deixa claro que boa parte do povo brasileiro, ao menos nesse percentual que votaria no ex Presidente, acha que roubar, assacar, destruir a Petrobras, fazer empréstimos bilionários a países vizinhos, sem qualquer controle, formar quadrilha de ataque ao dinheiro público, são apenas detalhes irrelevantes?

Não fica muito explícito que o discurso de “queremos um país melhor!”; “pelo fim da corrupção!” e essas frases feitas que ouvimos todos os dias, não têm qualquer sentido para esses eleitores de Lula? Que eles votariam nele mesmo que ficasse provado de que fo, uem mandou executar Jesus Cristo?

E os que querem votar em Bolsonaro, colocando-o na segunda colocação (pelas pesquisas, se a eleição fosse hoje, ele iria com Lula para o segundo turno), podem ser considerar brasileiros diferentes dos lulistas? Querem votar no oposto, mesmo sabendo de todos os riscos que esse voto pode significar? Que um representante da extrema direita é tão perigoso quanto Lula e sua extrema esquerda doentia? É isso mesmo que quer a maioria do eleitorado (ou seja, somando-se as intenções de votos nos dois primeiros, 50 por cento dos eleitores já se decidiram por um ou outro? E essa visão de extremos é o que queremos para nosso país?
Embora ao menos até agora não tenho surgido nada de novo no cenário político (talvez uma tênue exceção seja João Dória, prefeito de São Paulo), é claro que há nomes muito mais respeitáveis, representando o equilíbrio e o bom senso, como tucano Geraldo Alkmin e talvez um ou outro representante da nova safra de políticos, ainda não contaminados pelo vírus da sacanagem e da corrupção.

Mas de que adiantaria gente do bem entrar na disputa, se boa parte do eleitorado quer mesmo o cheiro putrefato da corrupção e da roubalheira institucionalizada como forma de governo, como Lula implantou no país? Claro que a classe política tem muita culpa, mas é sempre bom lembrar que ela é o retrato do povo que representa.

E o povo brasileiro, em grande parte, convenhamos, parece que quer mesmo é ver seu país destruído. Uma tristeza de se assistir, porque poderia haver alguma esperança nas próximas eleições. Infelizmente, o povo eleitor é o mesmo...

PORTO VELHO

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