Em Linhas Gerais - Por Gessi Taborda

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FILOSOFANDO
“Em 2018 a eleição será para doido. Não é para gente de juízo. É uma eleição aberta, de ódios, de turba. Será Jesus x Barrabás.” ROMERO JUCÁ (1954), economista, senador e presidente nacional do PMDB. Representante de Roraima no Senado, Jucá é natural de Pernambuco.

COISAS DE DITADOR
Nicolás Maduro, como afirmou nesta semana, deverá mandar para a zona rural da Venezuela 200 mil jovens. Eles iniciarão o suposto Plano Especial de Produção Agrícola destinado a produzir alimentos que faltam nos supermercados do país. A medida deve provocar o aumento do êxodo da juventude venezuelana, acreditam analistas das questões econômicas e sociais do bolivarianismo.

SEM VERGONHA
Venezuela e Nicarágua perderam a vergonha: já são ditaduras sem adjetivos.

HOMENAGEM
Por iniciativa do deputado Adelino Follador – integrante da pequena bancada dos respeitáveis do parlamento estadual – será realizada na próxima segunda feira (18) uma sessão solene na ALE destinada a homenagear os 63 anos de atuação do Hospital Santa Marcelina em Rondônia, aniversário ocorrido ontem. Homenagem mais do que merecida pela instituição modelar administrada pelas Irmãs Marcelina.

AUTOR
Ao contrário do que escreveu um experiente jornalista ligado aos meios oficiosos na sua prestigiada coluna, veiculada num site que também se nutre das copiosas verbas públicas, não foi Ulysses Guimaraes que comparou a política às nuvens. O autor da frase imorredoura foi Magalhães Pinto, político mineiro que foi, também, dono do extinto Banco Nacional.

ENCERRAMENTO
O 1º Ciclo de Palestras com a temática da morte autoprovocada (suicídio), realizado pelo Observatório de Violência, Saúde e Trabalho (OBSAT), da UNIR, juntamente com o Departamento de Saúde Coletiva da Unir e Núcleo de Apoio à Vida Porto Velho (Naviporto), será encerrado hoje, com programação que começa às 8 e termina às18 horas, no Auditório da Biblioteca Central do campus da UNIR em Porto Velho. Só na capital Porto Velho, de 2011 até março de 2017 foram registrados 75 óbitos comprovadamente autoprovocados.

INVISÍVEL
George Telles, integrante da Associação dos Ferroviários Rondonienses, encaminhou novo expediente à presidência da República solicitando o tombamento dos “366 quilômetros restantes” da linha férrea que transportava autoridades e operários da extinta Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Uma pena que o “Carioca” não mostra estas centenas de quilômetros restantes. Será que ele fala de trilhos fantasmas de uma ferrovia da qual quase nada restou?

OS MESMOS
Estamos praticamente a um ano da eleição que vai trocar o governante do estado. Que liderança existe no cenário atual capaz de devolver ao povo a esperança de novos tempos? Estão aí postos os mesmos, sem renovação, todos desgastados, quando não envolvidos em escândalos. São raríssimas as exceções e mesmo estas sem um grande e confiável programa de restauração geral que fascine o eleitor. Falta um líder de credibilidade e isso deixa o eleitor desorientado e o povo revoltado.

RENOVAÇÃO
No sentido da renovação, em se tratando de Rondônia os tucanos (o que não acontece em nível nacional) até estão com condições melhores em relação aos outros grandes partidos. Neste contexto tem o nome do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, ainda considerado um nome novo na política rondoniense.
Também há o nome do Deputado Marcos Rogério (do DEM) que pode ser inserido na categoria do politicamente novo. Ele, pelo que consta, vem se esforçando para pavimentar uma candidatura de governo, assumindo claramente posições que agradam ao povo, sobretudo nos temas mais espinhosos do combate à corrupção. Mas o parlamentar jiparanaense ainda não é nome para empolgar, não é nome que se sobressai aos chamados grandes caciques auto escalados para a disputa de 2018.

MOSCA AZUL
Analisando isoladamente alguns nomes cotados para a disputa ao governo, imaginamos que o principal entrave para a escalação de Hildon Chaves é ele mesmo. Como se diz por ai, ele ainda não foi picado pela mosca azul.
Neste cenário a esperança de termos como “novidade” no governo rondoniense um nome que nunca foi Executivo, mas tem inegável experiência em disputas eleitorais é muito provável. E, claro, Expedito Júnior já deve ter percebido este cenário.

CAMPO ABERTO
Ora, diante da desaprovação enfrentada por postulantes economicamente mais fortes, Expedito Júnior leva alguma vantagem nesta corrida. Em torno dele ainda há uma dose de mito, de alguém que foi eleito pelo povo e perdeu o mandato no tapetão, tornando-se uma vítima do sistema. O ex-senador não define (ainda) seu projeto. Nem por isso deixa de percorrer o estado com a afoiteza dos pré-candidatos. E, dizem, é recebido como uma esperança no quadro atual.

TRISTE REALIDADE
Os eleitores de Rondônia terão de lidar com um cenário pouco animador para a eleição do novo governador. As opções serão niveladas por baixo, não haverá possibilidade de escolher o melhor, a decisão acabará recaindo sobre o menos pior e o resultado disso será quase que com certeza desastroso. A menos que em tão pouco tempo ocorra o surgimento de um novo e adequado perfil, algo bastante improvável na política rondoniense.

AVENTUREIROS
Esta situação coloca enorme responsabilidade sobre os eleitores que terão de analisar muito bem os pretendentes à disputa do governo rondoniense, pois o terreno político como se apresenta é propício ao surgimento de aventureiros populistas ou messiânicos, os quais ainda não são percebidos por que, hoje, estão fora do radar eleitoral. Talvez o discurso antissistema se transforme em uma vantagem eleitoral.

PORTO VELHO

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