Eleição 2018: Raupp e Júnior os maiores usuários de pesquisas

Valdir Raupp e Expedito Júnior, adversários desde o Século passado, são iguais no acompanhamento de pesquisas Valdir Raupp e Expedito Júnior, adversários desde o Século passado, são iguais no acompanhamento de pesquisas

Na disputa eleitoral de 1984 eles estiveram juntos, ambos filiados ao PMDB, Valdir Raupp, o Valdir das Baterias, foi eleito prefeito e o professor Expedito Júnior, vereador, em Rolim de Moura. Ainda estiveram juntos alguns tempos mais, mas depois se separaram. Hoje são, oficialmente, ferrenhos adversários.

Mas numa coisa, conforme informações de jornalistas próximos a ambos, e a alguns políticos, tanto Raupp quanto Expedito Júnior – pai do deputado federal Expedito Neto – são consumidores vorazes de pesquisas.

Conforme o AM ouviu de várias pessoas, ambos não dispensam um levantamento sobre como eles, e seus partidos – Raupp é do PMDB e Júnior do PSDB – estão caminhando. “É tipo esse pessoal que acredita em astrologia e não vai dormir sem saber como será o dia seguinte”, disse um jornalista.

E, ainda conforme o AM ouviu, várias dessas pesquisas seriam para o “consumo interno”, as que não devem ser publicadas, mas apenas para análise dos contratantes e seu grupo.

E são esses números que poderão definir posições em chapas no pleito de 2018 , incluindo afastando do caminho nomes que já possam estar em evidência agora ou, então, gerar o redirecionamento do discurso atual, especialmente no caso dos candidatos majoritários.

Mas esses números poderão também mostrar a alguns, que não só a estratégia, mas também a possibilidade de eleição ou reeleição estejam despencando, o que em levado algumas lideranças a questionar pré-candidaturas já postadas.

Expedito Júnior, senador e Raupp, governador. Eleição para prefeito em Rolim de Moura. Júnior vê Raupp fazendo boca-de-urna e passa a fazer o mesmo. A funcionária do TRE chama atenção de Júnior e ele diz que faz a mesma coisa que “esse cara aí”. “Mas ele é governador”, diz ela. “E eu sou senador”, respondeu. A funcionária levou os dois para sua sala e a “boca de urna” acabou (Narrado por Expedito Júnior).

PORTO VELHO

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