CNH B: Autoescolas tentam apoio para descumprir a Lei

Desde 2015 a lei está em vigor, mas em Rondônia as autoescolas não a cumprem Desde 2015 a lei está em vigor, mas em Rondônia as autoescolas não a cumprem

Representantes de autoescolas do Estado discutiram ontem com o deputado Leo Moraes e o diretor geral do Detran José Albuquerque as possibilidades para que essas entidades, que em tese são responsáveis pela preparação de motoristas, continuem sem cumprir a lei que está em vigor desde 2015, e a desculpa é sempre a mesma: que a obediência à norma vai encarecer o custo da CNH.

Desde 2015, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), divulgou uma resolução para tornar obrigatório a utilização do simulador nos centros de formação de condutores. O simulador veicular é exigido apenas para categoria B e, de acordo com a resolução, cada aluno precisará ter no mínimo 5 horas de aulas noturnas no aparelho.

“Com essa obrigatoriedade, o valor final da habilitação para o aluno aumenta em torno de R$ 500,00. Nem todos que necessitam tirar carteira de habilitação têm condições de arcar com mais essa despesa. Vamos entrar com um mandado de segurança para impedir a obrigatoriedade desses simuladores e consequentemente, o aumento no valor da retirada das CNHs”, segundo o deputado Léo Moraes.

Outro assunto foi a questão do local específico para o espaço para testes e provas práticas dos alunos, que atualmente são realizados em diversas ruas, debaixo de sol ou chuva, sem nenhuma estrutura.

Albuquerque confirmou que o Detran já está finalizando um convênio para criação do local adequado em Porto Velho e também em outros municípios do Estado.

Em artigo no Portal Terra, a proprietária do CFC Belvedere (MG) Roberta Torres defendeu o equipamento. Segundo ela, “contar com esse equipamento não é uma decisão sem fundamento. É uma questão que une tecnologia e conteúdo pedagógico em favor de uma formação melhor, resultando em um trânsito mais seguro e que busca preservar vidas”.

PORTO VELHO

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