Conversa de Maia com outras legendas acende o alerta

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Depois de os caminhos se cruzarem no assédio ao PSB, o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerraram o dia em um jantar na residência oficial do demista. Maia tem conversado com PSB e outras legendas, como o PSD, PHS e Podemos, em busca de uma plataforma única que una os partidos em um projeto de poder para o ano que vem.

Incomodado com o risco de o DEM inflar e transformar-se em uma bancada com mais de 50 deputados na Casa, Temer procurou os dissidentes socialistas que o apoiaram na Comissão de Constituição e Justiça e fez um gesto explícito. “Se vocês querem ir para o DEM, por que não vão para o PMDB?”

O gesto foi tão inesperado —a decisão de tomar o café com a líder do PSB na Câmara, Tereza Cristina (MS), não foi comunicado nem mesmo aos ministros palacianos — que gerou um constrangimento em Brasília. O presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), teve que negar que estivesse tentando barrar qualquer movimento de filiação de novos parlamentares ao DEM. O próprio Temer, que tem mantido um discurso explícito elogiando o comportamento ético de Rodrigo Maia em todo esse período da crise deflagrada pela delação de Joesley Batista, resolveu marcar o jantar para desfazer o mal-entendido.

O fato é que os dois nomes que dançam em torno da cadeira presidencial neste momento disputam o poder de influência que têm na Casa para assegurar a governabilidade. “Com essas incertezas em relação à posição da bancada do PSDB, Temer precisa ter a certeza de que tem número para remover da frente os empecilhos jurídicos e para continuar encaminhando propostas para serem debatidas pelo Parlamento”, disse um aliado do presidente.

PORTO VELHO

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