SOB O TACÃO DA BARBÁRIE, A HISTÓRIA LEMBRARÁ A ÉPOCA DA INFÂMIA - Por Sérgio Pires

Sérgio Pires, jornalista

balanca pesada
Direitos Humanos, uma lei onde a balança pende só para o crime

A violência que assola Porto Velho, Rondônia e o Brasil, atinge a tudo e a todos. Homens, mulheres, crianças, deficientes, não importa a idade, todos estão sob a mira do terror e da maldade. Criou-se nesse país a cultura dos direitos humanos do crime, que um dia no futuro, certamente, a história julgará como um dos momentos mais infames da vida brasileira.

Protegendo-se, via leis, o bandido e o banditismo; o crime e o criminoso, abriram-se as janelas para que milhões de pessoas decentes ficassem sob o tacão da barbárie, que começa dentro das casas com os virulentos ataques às mulheres e chega às ruas, com brigas, agressões, tiros, crueldade. A impunidade cresce, mesmo com os presídios lotados, porque os criminosos sabem que estarão protegidos.
Que de dentro das cadeias poderão continuar comandando o crime aqui fora. Que suas penas sempre serão curtas e, quando não o forem, terão tantos benefícios legais que ser fora da lei se transformou num negócio fácil e de resultados bastante positivos.

Não há leis que protejam as famílias. Os cidadãos comuns. As crianças. Os doentes. Os velhos. Os deficientes. Mas as há, em enormidade, para dar guarida a direitos dos bandidos. E são leis que têm todo o apoio do Congresso (pois foi lá que nasceram) e de entidades sérias e que deveriam representar a maioria do povo ordeiro deste país, mas acabam por defender apenas os direitos humanos de bandidos.

Nesse sábado passado, de manhã cedo, a cidade de Porto Velho soube de uma notícia inimaginável. Um homem de quase 40 anos, mas com cabeça de criança, devido a uma doença mental de nascença, o autismo, foi agredido violentamente no meio da rua, sem motivos plausíveis e só não morreu porque testemunhas do ato covarde salvaram a vida dele. Um dos criminosos já preso é foragido da Justiça e andava normalmente pelas ruas, como se fosse gente do bem. Envolvido com o tráfico e consumo de drogas, o bandido foi ,preso numa boca de fumo.
Na Delegacia, ainda ameaçou atacar a vítima de novo, inclusive em gravações de TV. Se for solto, o criminoso, claro que cumprirá suas ameaças. Os outros envolvidos certamente serão presos. O menino/homem, atacado com volúpia assassina, nunca mais terá sua vida normal. Os bandidos em breve estarão nas ruas de novo, para cometer novos crimes. O que podemos esperar de um país que direcionou suas leis para defender criminosos?

PORTO VELHO

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