Em Linhas Gerais - Por Gessi Taborda

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FILOSOFANDO
“Se o povo não pode confiar em seu governo para fazer o trabalho para o qual existe – proteger a população e seu bem-estar – tudo está perdido.” BARACK OBAMA (1961), foi o 44º Presidente americano, o primeiro afro-americano a ocupar o cargo. Graduado em Ciência Política pela Universidade Colúmbia, e em Direito pela Universidade de Harvard.

SEIS POR MEIA DÚZIA
Novos nomes – especialmente os tidos como competitivos – resistem a entrar na política. Isso acontece aqui mesmo em Rondônia. Faltando pouco mais de um ano para o pleito de 2018 o único nome verdadeiramente novo cogitado para a disputa foi a do promotor Heverton Guimarães, conhecido flagelo dos corruptos rondonienses, após ter conduzido mais 16 operações de combate a esse mal existente na gestão pública do estado e em sua política. Mas até o momento sua participação no processo sucessório é mera especulação.
Outros potenciais candidatos novos resistem ao apelo para participar da refrega. Então, vivemos o seguinte dilema sobre renovação política em Rondônia: a falta de oferta de novas opções e não de demanda do eleitorado. Tudo pode terminar na troca de seis por meia dúzia.

POTENCIAL
Recentemente o prefeito de Porto Velho orientou seus comandados a não falar sobre sucessão estadual, especialmente sobre o nome de Hildon Chaves como um potencial candidato ao governo rondoniense. Hildon foi coerente consigo mesmo quando, durante toda a campanha em que foi eleito prefeito, repetia a célebre frase “Estou político mas não sou político. Sou um gestor”.

A VELHA POLÍTICA
E talvez exatamente por isso o nome do prefeito de Porto Velho está sempre nos comentários sucessório. A imagem da classe política local – tanto quanto a nacional – está abalada como nunca se viu antes, mesmo sabendo-se que nas duas últimas décadas essa imagem nunca foi positiva, especialmente nas fronteiras do legislativo. O nome do prefeito será – mesmo que ele pessoalmente não queira – sempre lembrado para ocupar o vácuo existente num cenário onde – não dá para negar – a velha classe política (toda encalacrada com sérias denúncias de corrupção e sonegação) ainda respira.

OS RISCOS
Se bem que seja algo desejável a renovação política, alijando as velhas e tradicionais raposas, com os seus vícios irremovíveis, há o risco de acabar trocando seis por meia dúzia, enquanto problemas culturais mais profundos ameacem o eventual sucesso dessa troca, na medida em que um outro lado da questão acabe ficando relegado ao descaso e desinteresse. O sistema político brasileiro está errado! É conveniente que seja mantido por aqueles que ganham muito dinheiro.

FALTA QUALIDADE
O que dificulta conseguirmos a renovação desejada no comando do governo e nas instituições políticas? Ora, precisamos melhorar a qualidade de nossos eleitores. E talvez seja por isso que os dirigentes da vida pública fazem tão pouco para melhorar a escolarização de nossos habitantes, a começar pelos jovens.

DISCERNIMENTO
Trata-se da qualidade do eleitor, já que de democracia estamos falando, que, por sua vez, imbrica com a péssima escolaridade pública, refletindo na incapacidade de discernimento de um eleitor, cuja avaliação, em massa, é ainda a do analfabeto funcional, vulnerável à implantação de sucessivos populismos predadores, cuja voracidade pelas benesses materiais, que os cargos públicos facultam, e o desinteresse e falta de apetite cívico em enxergar e equacionar um dos grandes desafios do país estão aí, exibindo as suas garras, traduzidas em apetites, nada republicanos.

CONTESTADOR
Aí está o grande desafio, que os países mais avançados já perceberam e que consiste em implantar uma escolaridade básica publica competente, tendo como resultado um eleitor mais consciente, mais contestador e capaz de distinguir o joio do trigo, para não acabar se tornando cúmplice e vítima, ao mesmo tempo.

CORRUPÇÃO
Já que a corrupção é intrínseca, como parte do lado obscuro da índole humana, a maneira de reduzi-la, não eliminá-la, será cultivar a escolaridade, que permita o preparo para a verdadeira cidadania, capaz de tornar uma sociedade mais desenvolvida e competitiva.
Resta-nos sonhar com o milagroso surgimento de um Estadista, capaz de focar o seu olhar em horizontes mais remotos do que os próprios bolsos e umbigos.

POUCOS RECURSOS
A prefeitura de Porto Velho decidiu – muito antes de Crivella no Rio de Janeiro, a reduzir drasticamente o corte nas verbas de patrocínio de eventos festivos como o Carnaval. Imagina-se que para o ano a situação ainda será mais drástica. Não há, como garantiram fontes, recursos suficientes para cobrir os valores da festa de Momo para o próximo ano.

CORTE TOTAL
Até políticos (especialmente na vereança) são favoráveis ao corte total. “Considerando a atual situação que se encontra a saúde, segurança e a educação pelo estado afora, nenhum governante deve patrocinar qualquer evento que não seja benéfico a toda a comunidade e não só a uma pequena parcela que de tal participa”, disse um vereador com a garantia de que seu nome não seria revelado.

COMO ANTIGAMENTE
Os presidentes de escolas de samba e bloco carnavalescos terão, pelo visto, de correr atrás do patrocínio da iniciativa privada. Para nós da velhíssima guarda dá para lembrar o tempo em que as escolas e blocos de grande envergadura saiam com dinheiro próprio pedindo antes do carnaval de porta em porta e a prefeitura não contribuía com nada.

PORTO VELHO

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