A dura luta contra as drogas dentro das escolas

Subtenente Nascimento fez exposição de drogas apreendidas em escolas pela Patrulha Escolar (F. Esio Mendes) Subtenente Nascimento fez exposição de drogas apreendidas em escolas pela Patrulha Escolar (F. Esio Mendes)


Sobre a mesa do subtenente PM Nascimento, o que se pode chamar de “a prova do crime”: dezenas de equipamentos para uso de drogas apreendidos dentro ou no entorno de três escolas daquela região cujo bairro líder é o Caladinho.

Nascimento é o coordenador da Patrulha Escolar projeto da Polícia Militar aplicado na zona sul de Porto Velho

Enquanto fala dos projetos, da necessidade de voluntários e mais apoio para levar projetos a outras escolas, ele expõe armas e objetos usados por dependentes químicos e recentemente apreendidos, o subtenente mostra tristeza. “São cachimbos feitos com isqueiros usados, chunchos [arma branca artesanal, colírios, dichavadores [trituradores de tabaco e maconha] e narguilés caseiros”.

O problema não é só ali, conforme admitem professores e membros de diversas comunidades escolares, mas na periferia da capital, o consumo de crack também leva problemas à Patrulha Escolar. “É o nosso grande calo, atualmente, o maior flagelo”, contou o subtenente.

No cotidiano, os PMs se deparam com situações em que o dependente consome entre 60 e 90 pedras por dia. “Não se alimenta, definha, acaba a pessoa, muito triste”, lamentou.

COMO FUNCIONA
Atualmente, três escolas da zona sul ganham a ronda da Patrulha Escolas. Três policiais recebem os alunos na porta, e a partir daí passam a se conhecer. Na Escola Bela Vista, no bairro Conceição, os policiais fazem Hora Cívica às segundas, quartas e sextas-feiras, e na Escola Vicente Salazar, às terças e quintas.

Além dessa programação, o sargento Dirani dá aulas de handebol para 38 alunos na zona sul, enquanto o sargento Viana supervisiona essa modalidade esportiva no bairro Nacional (zona norte).

“Avançamos, hoje temos chefes de turma que apresentam seus colegas aos professores e visitantes”, disse o subtenente Nascimento.
Com o projeto “Trânsito nas escolas”, os sargentos Mauro Sérgio e Nelson fazem palestras e já recolheram redações sobre o tema nas Escolas Carmela Dutra, Capitão Claudio, Estudo e Trabalho, Hélio Botelho, Saul Bennesby, Sebastiana de Oliveira, Tancredo Neves e Vicente Salazar. Os alunos vencedores serão premiados em outubro próximo com notebooks, relógios e outros equipamentos.

Mas para a Patrulha Escolar dar melhor atenção às comunidades precisa de voluntários e de doações.

Aulas de violão quebram barreiras na periferia

Numa sala da sede da Polícia Comunitária, da Polícia Militar, situada na esquina das ruas Carambola e Angico (Cohab/Eldorado), ao lado de uma pracinha, 18 violões da sala de música são fruto de doações.

Os instrumentos, doados pela Federação do Comércio, são uma arma usada pelos policiais para dar oportunidade a jovens residentes na região para que fujam da ameaça das drogas.

No total, ali mesmo na sede da Polícia Comunitária, estudam duas turmas com 45 alunos: uma, às segundas e quintas-feiras, das 17h30 às 18h30, outra, às terças e quintas, das 7h30 às 18h30 e das 19h30 às 20h30, com o sargento Jeremias e os professores Cândido, Leandro e Welington.

“No violão, eles se aproximam do policial e quebram barreiras”, comentou o subtenente Nascimento, coordenador da Patrulha Escolar.

PORTO VELHO

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