Eleições 2018: Eleitor não crê em pesquisa

Já em clima de pré-campanha visando a eleição do ano que vem, começam a surgir pesquisas indicando nomes que estariam tendo maior ou menor aceitação junto ao eleitorado, em direção à disputa do pleito de 2018.

Mas, pelo visto, os “escorregões” cometidos pelo instituto que é uma espécie de sinônimo desse levantamento, o Ibope, está causando um descrédito nesse trabalho que influencia muito decisões de políticos, partidos e quem investe em campanhas.

Esta semana eleitores procurados pelo AM lembraram erros de pesquisas, citando mais o Ibope, inclusive com relação à campanha presidencial de 2014. “O pior é que muitos eleitores acreditam nelas”, disse Osmar da Silva Nunes.

José Neves, com mais de 15 eleições no currículo, lembrou que em 1998 o candidato José Bianco era apontado, na semana do primeiro turno, em quarto lugar, e ele acabou ganhando e também no returno.

Quando se fala em pesquisa há quem cite as sucessivas justificativas dadas pelos institutos, “o que deixa na gente a forte ideia de que a pesquisa foi paga para dizer que um ou outro estava na frente, só que esqueceram de perguntar ao eleitor”, disse Sônia Maria.

Sempre citado, o Ibope é lembrado como um instituto que vem cometendo mais erros nesses levantamentos. “Talvez o erro esteja na leitura do que foi feito na rua, porque eles levam pouco tempo entre a coleta e a divulgação do resultado, mas isso causa suspeição”. Destacou Marcelo de Assis.

Duas pessoas disseram ao AM que quando entrevistadas observaram que os entrevistadores pareciam já terem registrado as respostas antes de perguntarem.

Contra os resultados das pesquisas pesa a desconfiança de que num país de 210 milhões de habitantes uma pesquisa com 3 mil pessoas possa ser levada a sério.

PORTO VELHO

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