19% dos homens em Rondônia não assumem a paternidade

A Pesquisa Gravidez Indesejada no Brasil – Estatísticas, Motivos e Consequências, realizada pelo portal Trocando Fraldas com 12.000 brasileiras mostra que em casos de gravidez não-planejada, 11% dos pais não assumiram a paternidade. A pesquisa mostra ainda que 56% das mães já engravidou sem planejamento e 60% porque não houve prevenção.
A rejeição da paternidade é maior está na região Norte, com 16%; já na região Sul é de apenas 7%.

Nos estados de Rondônia a fuga da responsabilidade paterna é de 19% . Na capital, Porto Velho, o índice é de 10%. No Maranhão, a rejeição é de com 20%. No Rio Grande do Norte e Santa Catarina a taxa é a menor, mal chega a 7%. Em São Paulo,90% dos homens assumem a paternidade, no e Rio de Janeiro, 91%.

Promundo
Em novembro de 2016, foi lançado o primeiro relatório Situação da Paternidade no Brasil pelo Promundo, o foco era reunir os principais estudos realizados nas últimas duas décadas para expor as evidências do impacto positivo do envolvimento do homem no papel do cuidado, principalmente no que se refere à saúde materno-infantil. Apesar de estudos significativos sobre o assunto, não há dados concretos sobre a situação da paternidade no Brasil.

Trabalho igualitário
O relatório da Trocando Fraldas visa promover a discussão sobre quando público masculino se responsabiliza de forma igualitária pelo trabalho doméstico e de cuidado não-remunerado, abre espaço para que as mulheres possam desenvolver seu papel profissional, que de acordo com dados de 2012 do Banco Mundial, representa 40% da força de trabalho no mundo.

A discussão não está encerrada, a abordagem sobre o tema paternidade no Brasil tem ganhado força e já há evidências o bastante de que o cuidado com os filhos não é atividade exclusiva feminina, porque o papel do cuidado e educação não está limitado a apenas um gênero.

PORTO VELHO

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