Navegação em alerta com nível baixo do rio Madeira

O baixo nível das águas e a existência de bancos de areia podem provocar colisões O baixo nível das águas e a existência de bancos de areia podem provocar colisões

Pela Hidrovia do Madeira ocorre o escoamento da produção agrícola, principalmente soja e milho de Mato Grosso e Rondônia, e insumos como combustíveis e fertilizantes, com destino a Porto Velho e Manaus.

REDAÇÃO

Desde julho o rio Madeira começou a registrar níveis mais baixos, momento propício para realização dos serviços de dragagem com intuito de permitir a navegação contínua, de forma que as empresas não necessitem reduzir as cargas transportadas nesse período.
O risco de acidentes náuticos no período da seca colocou em alerta navegação na região. O baixo nível das águas e a existência de bancos de areia podem provocar colisões de embarcações.

“Uma viagem em um comboio com sua capacidade completa representa um desafio se não houver um canal navegável, é inviável e está acarretando prejuízos para empresários e para Rondônia”, garante o presidente do Sistema Fiero, Marcelo Thomé.

A dragagem é o procedimento para remoção dos sedimentos que se encontram no fundo do rio para permitir a passagem das embarcações em áreas mais assoreadas. No caso do Rio Madeira, o DNIT anunciou que um trecho de 1.086 km de extensão, que vai da capital de Rondônia até o município de Itacoatiara (AM) receberá dragagem.

O trecho é considerado crítico pelo próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte. O valor estimado para a dragagem é de R$ 81.825.643,70. Os serviços serão realizados com maior periodicidade durante 60 meses.

O presidente do Sistema Fiero, Marcelo Thomé, lembra que a instituição lutou pela dragagem permanente, pois ações imediatas são necessárias, principalmente nos pontos críticos do rio Madeira visando dar mais segurança na navegação.

“A dragagem é essencial ao fortalecimento da economia e vai resolver um grave problema hidroviário do nosso Estado. Isso é sinônimo de fomento ao emprego e garantia da fluidez dos nossos produtos para os principais portos. As obras são uma garantia de navegabilidade durante todo o ano e dará suporte à economia”, afirmou.

“Precisamos muito dessa dragagem", enfatizou o presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Galdino Alencar Júnior.
“A implantação de hidrovias tornou-se uma questão de Estado e os números indicam isso”, frisou o diretor presidente da Sociedade de Portos e Hidrovia de Rondônia (Soph), Leudo Buriti.

São transportados mais de 6 milhões de toneladas de grãos e outros 6 milhões de toneladas divididos em cargas gerais, derivados de petróleo e gás pelo rio Madeira. Está mais do que comprovado a necessidade desta via para atender também o mercado interno.

PORTO VELHO

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