PRF, PF, Funai e Ibama estão à beira do colapso

As polícias Federal e Rodoviária Federal deram os primeiros sinais de que a máquina pública está perto de um colapso. A primeira, suspendeu a emissão de passaportes porque disse que não havia mais dinheiro para cobrir os custos. A segunda, paralisou as atividades em algumas de suas bases operacionais alegando inclusive falta de combustível.

Nos próximos meses e até o ano que vem, a tendência é que a maioria dos órgãos públicos tenha problemas semelhantes. Com as despesas aumentando e a receita diminuindo (queda de 1,7% neste ano enquanto a economia não reage para deixar a recessão), a expectativa entre analistas é que a gestão Michel Temer (PMDB) passe a lidar com seguidos anúncios de paralisação de serviços. Se fosse um Governo com relativo apoio popular ou político, poderia até sinalizar com reajuste de impostos a curto prazo.

Dificilmente o fará, já que corre sério risco de cair por causa da denúncia pelo crime de corrupção que será avaliada na Câmara. As ameaças de debandada do PSDB da base aliada e a alternativa Rodrigo Maia como novo presidente-tampão em uma curva ascendente entre políticos e no mercado financeiro mostra que, além de fiscal, a paralisia é também política. Técnicos do Ibama, da Funai e do Ministério da Defesa já avisaram aos seus superiores que as contas não deverão fechar nos próximos meses.

Confirmando-se esse cenário, a grosso modo, a fiscalização de áreas desmatadas, o atendimento às comunidades indígenas e os horários de expediente de algumas unidades das Forças Armadas passarão por mudanças.

PORTO VELHO

Banner 468 x 60 px