Madeira-Mamoré: Velha locomotiva reabre debate do sítio histórico

Oficialmente, Iphan e Secretaria do Patrimônio da União ainda não se pronunciaram. Já o desembargador Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal 1, determinou em março que a União Federal, Santo Antônio Energia, Iphan, Prefeitura de Porto Velho, Ibama e Governo de Rondônia sejam responsabilizados por danos ao patrimônio histórico.

Da Redação

A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) notificará o Governo do Estado por avalizar o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) na transferência de uma locomotiva do sítio histórico da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré para o Espaço Alternativo, na Avenida Jorge Teixeira.

“A locomotiva, que agora estava sob cuidados da Prefeitura no Km 2 do sítio Candelária, faz parte do Tombamento descrito na Portaria Iphan 231/2007”, alerta o ativista Manuel João Madeira Coelho.

Para o arquiteto Luiz Leite de Oliveira, presidente do Conselho de Administração da Associação de Preservação do Patrimônio Histórico e Amigos da Madeira-Mamoré (Amma), a retirada da máquina da Candelária é “agressão”.

“Enquanto os trilhos desaparecem aterrados bem próximos à especulação imobiliária que substituiu o lugar sagrado dos mortos na construção da ferrovia, levam a locomotiva para servir de bibelô”, lamenta Oliveira. “Ela representa muito mais para a história de Porto Velho e da Amazônia Brasileira”, lamenta.

“Infelizmente, sobra para o governador Confúcio Moura. Todos os altos funcionários envolvidos nesse caso correm o risco de perder de seus registros profissionais se forem denunciados aos conselhos de ética dos arquitetos e engenheiros”, lamenta o presidente da Amma.

PORTO VELHO

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