Varredura: Vunerabilidade nas escolas detectada pela Patrulha Escolar

Para realizar uma abordagem segura, os policiais participam de treinamento constantemente, ressaltando sobre como falar com os alunos e com a comunidade sem causar constrangimento e sobre o que é de competência da polícia e da direção da escola.

As ações desencadeadas pela Patrulha Escolar no primeiro semestre deste ano, em Porto Velho, revelam o alto grau de vunerabilidade nos estabelecimentos de ensino da cidade. Durante os primeiros seis meses, armas de brinquedo, facas, canivetes, cigarros e bebidas foram alguns dos produtos apreendidos pelos policiais militares nas proximidades, e até dentro, de escolas. As ações mostram o risco enfrentado diariamente nas escolas e, inclusive, tem chegado a nível mais agravante como brigas, tentativas de homicídios e outros crimes que ocorrem nos portões dos estabelecimentos.

As apreensões ocorreram em ações e rondas realizadas pela patrulha escolar do 1° Batalhão da Polícia Militar de Porto Velho em 56 instituições de ensino, tanto estaduais, municipais como privadas. A patrulha escolar foi implantada em 2009 na capital.

Além de levar mais segurança aos estudantes, pais e professores, o objetivo é a prevenção, a repressão aos crimes e atos infracionais que envolvem crianças e adolescentes. Entre os meses de fevereiro a junho foram realizados mais de 1.490 visitas em escolas.

A equipe que atua, especialmente, na patrulha escolar é dividida em três viaturas com três policiais em cada veículo. Os policiais realizam um trabalho de prevenção com abordagem a pessoas que ficam nas proximidades das escolas e nessas fiscalizações nós apreendemos vários materiais ilícitos dentro e fora das escolas.

Para facilitar e agilizar esse atendimento, além de aproximar o contato com a escola, foi criado um grupo no aplicativo Whatsapp entre os policiais e diretores das unidades de ensino. Os policiais usam um celular corporativo, dentro da viatura, e eles mantêm contato com os diretores. Para facilitar ainda mais, a gente criou um grupo para evitar que os diretores liguem diretamente para o Centro Integrado de Operações (Ciop). Com isso o atendimento às ocorrências serão mais rápidas quando precisarem.

As ocorrências mais registradas pelos policiais são brigas entre os próprios alunos, apreensão de materiais de uso de entorpecentes e roubo nas proximidades das escolas, onde alunos e professores se tornam vítimas de criminosos que aproveitam os horários de entrada e saída dos estudantes.

As ações também são de orientação. Dentro das escolas, os policiais realizam palestras de prevenção às drogas como as que ocorrem com a campanha “Diga não ao crack”, havendo até concurso da melhor redação com direito a brindes.

PORTO VELHO

Banner 468 x 60 px